"The son of man "
"Tudo o que vemos esconde outra coisa,
Queremos paz - Gotan Project
O Surrealismo é, junto ao Cubismo, o estilo que mais me identifico na busca do tal sentido para a vida. Gosto porque bagunça conceitos e espaços. Gosto porque não propõe explicação. Gosto porque não há linearidade. Não é estética, são pensamentos desconexos em busca do elo perdido. É liberdade e integração.
René Magritte (1898-1967- Bélgica) é um artista fantástico. Brinca com conceitos, torna invisível o visível. É o meu olhar que decifra os signos da obra. E ela está perdida na ilusão, perdida na realidade. É preciso perder-se para encontrar-se. É preciso caminhar.
"La condition humaine, 1933"
São jogos de espelhos. Imagens que convidam um olhar para refletir nova imagem. A interação do olhar reflete a nova obra. É o espelho, dentro de outro, visto de fora. Não há clareza do que é imagem, do que é objeto. O caráter ilusionista e a atmosfera de sonho são próprios da leitura individual do Surrealismo de Magritte, um dos líderes do movimento.
"L'Empire des Lumieres"
"... a paisagem leva-nos a pensar na noite, o céu no dia. Na minha opinião, esta simultaneidade de dia e noite tem o poder de surpreender e de encantar. Chamo a este poder poesia"
E por mais paradoxal que seja, não há nada tão real quanto o Surrealismo, seus signos e sua gênese contraditória. Não há dúvidas, muito menos certezas de onde estamos. Mas vamos assim como o vento...
Celebro, mil vezes, a arte Surrealista! Celebro, outras mil vezes, a genialidade de René Magritte!
E agradeço o vento.
* Há tempos não escrevia, estou enferrujada. Alguns sabiam da minha intenção de fechar o IeBN (havia escrito já o post de despedida). Mas eu encontrei Magritte e ele novamente bagunçou conceitos, espaços e decisões.
** Vi o quanto é bom vir ao calçadão e encontrá-los. Só vale a pena pelo encontro. Também pelo espelho, ainda que seja surrealista. Assim me perco, me encontro e continuo...







